março 31, 2009



Este é um tempo de silêncio.
Tocam-te apenas.
E no gesto te empobrecem de afeto.
No gesto te consomem.
Tocaram-te, nas tardes, assim como tocaste, adolescente, a superfície parada de umas águas?
Tens ainda nas mãos a pequena raiz, a fibra delicada que a si se construía em solidão?

(Hilda Hilst)

março 30, 2009

Tiê - Sweet Jardim - 2009


1.Assinado Eu
2.Dois
3.Quinto Andar
4.Passarinho
5.Aula de Francês
6.Chá Verde
7.Te valorizo
8.Stranger But Mine
9.A bailarina e o astronauta
10.Sweet Jardim

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*Link do rapidshare,postado no Um Que Tenha o meu do 4shared foi retirado infelizmente



Procurando Katia B. encontrei Tiê! Sensacional também!
Fiquei encantada com a voz, vi alguns vídeos e a presença dela é marcante!
É um trabalho autoral, autobiográfico em algumas canções, segundo li!
As composições escritas em francês, inglês e português, e os acompanhamentos incidentais em algumas faixas dão um charme todo especial ao trabalho como um todo!
Tem ainda a participação especialíssima de Toquinho na faixa título do disco, precisa dizer mais alguma coisa?
É pra ouvir, ouvir e ouvir...o ano todo !!

Katia B. - Espacial - 2007

01 Mundo Grande (Katia B-Suely Mesquita)
02 Viajei (Vitor Ramil)
03 Cais (Milton Nascimento-Ronaldo Bastos)
04 Espacial (Katia B-Lucas Santtana)
05 Canto de Alegria (Katia B)
06 Destiny (Be My Friend) (Vitor Ramil)
07 Dança do Ventre da Guerra (Katia B-Fausto Fawcett)
08 Vou te Esquecer (Katia B)
09 Amor em Paz (Tom Jobim-Vinicius de Moraes)
10 Até o Entardecer (Katia B-Cecília Spyer)
11 Destiny (Be My Friend) (Acústico) (Vitor Ramil)
12 Mundo Grande (Remix) (Katia B-Suely Mesquita)

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Muito bom o som (mais uma dica ótima de Mi)!!
Moderno, diferente, e a voz é linda também...E de viajar!!!
Mereceeee o download para conhecer algo novo!
Adorei as músicas autorais, os arranjos e a regravação de Cais ficou sensacional!

Achei genial isso!

março 28, 2009


Mais do que a Hora do Planeta, julgo que sempre é nossa hora de mostrar que podemos fazer algo grandioso por nós mesmos e pelos outros.
Hora de mostrar que sabemos nosso papel nesse mundo, estamos presentes aqui sim e somos responsáveis por tudo que já fizeram ao Planeta, pois ou continuamos fazendo o mesmo, ou permitindo que o façam, o que há meu ver, dá na mesma!
É muito fácil tomar a posição de dizer que não adiantam pequenas ações como essas, por desconhecermos como pode ficar grande se cada um fizer o que sempre deveria ter feito, ou seja, a sua pequena parte!

março 27, 2009

Ana Cañas - Amor e Caos - 2008



1.Mandinga Não
2. A Ana
3. Vacina na Veia
4. Para Todas as Coisas
5. ?
6. Coração Vagabundo
7. Cadê Você?
8. Devolve, Moço
9. Super Mulher
10. Rainy Day Women




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Há vários dias estou caminhando ouvindo esse disco.

Maravilhoso trabalho de Ana, que me foi apresentada por minha amiga Mi , a quem agradadeço a maravilhosa descoberta e a companhia por aqui!

Ana Cañas é paulista, formada em Artes Cênicas e o disco é autoral.
O som é imprevisível e inovador..., sem contar o título, sensacional!! Adorei!

março 22, 2009

março 16, 2009

IX
Se digo que sonho o ruído das flores minto.
Perco-me num labirinto de imagens.
Estou além do que penso e aquém do que sinto.
Todas as asas de um mesmo jogo.
Todos os rostos de um só cenário.
Plumas selvagens que adornam o louco.
Se digo que sorvo este veio. Este abismo.
As flores me tragam em seus orifícios.
Estrelas são patas. Estrias claras da brisa.
O resto são armas. A guerra e o atrito.
A degustação suave da aurora.

E a beleza na qual me aniquilo.

Rodrigo Petronio

março 11, 2009

POÉTICA

Sobre construir janelas
(para Paulo Henriques Britto)

Erguer antes de tudo uma parede –
a parede no caso é importantíssima,
pois as janelas só existem sobre
paredes, as janelas sobre nada

são também nada e não são sequer vistas.
Em seguida quebrá-la até fazer
nela um grande buraco, não maior
que a parede, pois precisamos vê-la,

nem menor que seus braços – as janelas
sobre as quais não se pode debruçar
não são janelas, são buracos. Pronto.

Ou quase: agora basta construir
um mundo do outro lado da parede,
para que possas vê-lo, emoldurado.


GREGORIO DUVIVIER

março 08, 2009

o desvio mínimo que você usa na gola da camisa

é meu mito: de que há certa solidez na aurora

que excita cores que não enxáguam doses de bocas

vivas no meu rastro, a sua.

a minha, seu atalho,leva a aquarelas que, sabe,

não tocam nunca os céus descartáveis

Natalia Nunes
O fragmento me fez (re)pensar um pouco sobre a educação nesse nosso país.
Infelizmente a cada ano que passa, sinto que deixa mais a desejar, especialmente a da pré escola e fundamental.
Falta tudo, desde material até formação e atualização de professores, o que inviabiliza, a curto prazo, mudanças essenciais, que tem que ocorrer o quanto antes para que a situação seja revertida.
É uma pena que não se tenha tomado ainda as decisões certas para tanto, já que verbas sabemos que existem sim... e são desperdiçadas muitas vezes, ou ficam pelo meio do caminho, desviadas.
E essa pedra... continua ali, sem que se possa ou se queira removê-la!
Só vejo uma saída, a efetiva participação dos pais nas escolas e sua responsabilização também pelo processo pedagógico.
Mas como sabemos, infelizmente, esses já deixaram há tempos esse caminho, delegando para a escola a responsabilidade da educação até mesmo básica de seus filhos, o que acelerou todo esse processo de deteriorização, inclusive social que vivemos atualmente, já que ninguém faz mais esse papel.

março 06, 2009


Com algumas fotos que tirei na viagem fiz esse vídeo.
A maioria foi tirada da janela do apartamento onde ficamos e reproduz exatamente a visão que tínhamos.
A música que usei ao fundo se chama Tardes, e quem canta é Verônica Sabino.
Está no DVD Que Nega é Essa, que por sinal está sensacional!
As imagens e a música dizem um pouco do que vi e vivi lá naquele cantinho da praia, ao lado da serra.

março 05, 2009

março 01, 2009

Estive viajando novamente e foi uma experiência fantástica. Há muito tempo não via o mar, passeava pelas areias da praia despreocupadamente, observando as pessoas que por ela transitam, com diferentes nacionalidades, personalidades e limitações.
Pois foi o que fiz esses dias, e com real prazer pude constatar novamente que a praia continua sendo um dos locais mais democráticos que existem.
Nela convivem pacificamente, os ambulantes apressados que já nem reparam mais em suas belezas, crianças que choram ao ver o mar pela primeira vez e percebem sua fúria, além do deficiente físico e do mental que a enfrentam sem esconder o prazer que sentem nisso; tem ainda o restante que passa por ali sem saber ou perceber direito o que está se passando.
(Re)memorei o prazer quase infantil de observar o horizonte através da visualização das águas do mar e (re) descobri quão pequenos somos diante dessa imensidão.
Voltei renovada, revitalizada e felizmente bronzeada...rsrs
Recomeçar é uma obrigação, mas mais que isso é um direito que precisa ser (re)conquistado a cada dia, e as ondas do mar me fizeram (re)pensar esse fato tão natural e tão fundamental.